 A multifacetária Marília Gabriela conta que quando era mais nova gostava de ser
elogiada pela inteligência, mas que com o passar dos anos prefere ser chamada de
bonitinha. A jornalista, que começou a carreira como repórter do “Jornal
Nacional”, em 1969, diz que é insegura e admite que mudou o estilo de
entrevistar ao longo dos anos. “Descobri que a agressividade não leva a lugar
nenhum. Passei a acreditar que informação você conquista gentilmente”, afirma. É
com grande orgulho que a “Retratos da Vida” abre espaço para as “Perguntas fora
do comum” respondidas por Marília Gabriela. Divirta-se!
Qual
o maior perengue que já passou por um furo de reportagem?
Não
sou da geração do furo. O furo deixou de existir com a globalização.
Se sente mais vaidosa quando elogiam sua beleza ou
inteligência?
Quando eu era mais nova gostava de ser elogiada
pela inteligência. Agora, prefiro ser chamada de bonitinha.
Em
que situação você se considera menos inteligente?
Em várias
situações corriqueiras do dia a dia. Sofro da síndrome da insegurança.
Já fez alguma entrevista no “enrolation”, sem saber nada do
entrevistado?
Nunca.
Tem algum ritual antes de
uma entrevista?
Não converso com o entrevistado antes de entrar
no ar, nos bastidores. Tudo que as pessoas assistem na TV é espontâneo. Tem dado
certo. Nenhum político me pediu alguma concessão ainda.
Por que
mudou seu estilo de entrevistar?
Descobri que a agressividade
não leva a lugar nenhum. Passei a acreditar que informação você conquista
gentilmente.
Gostaria de ter um programa de auditório como o de
Silvio Santos?
Já tive essa experiência na CNT e não gostei.
Aquele zum zum zum no auditório me irritava. Dava vontade de mandar todo mundo
calar a boca.
O que pensa sobre entrevistadores que gostam de
aparecer mais do que o entrevistado?
As pessoas falam isso do
Jô Soares, mas eu não concordo. O formato do seu programa é próprio para um
humorista e ele interfere quando tem a oportunidade de animar ou complementar a
história. Para mim é melhor que o entrevistado apareça. Este é o meu foco.
Prefere atuar ou entrevistar?
Tenho um pé no
jornalismo que nunca me abandonou. Meu lado jornalista é o mais feroz, mais
cruel e irônico. Atuar é a minha segunda pele.
Aguinaldo Silva
ficou chateado por você ter ido para o SBT?
Ele escreveu um
papel para mim em sua próxima novela. Liguei e disse: “Dessa vez vou ter que
ficar de fora”. Ele entendeu. Minha prioridade agora voltou a ser meus
programas. |